A Escola como organização ética
A escola surgiu-nos (?) como espaço profissional de referência e como lugar privilegiado para a aprendizagem dos valores de cidadania no século XXI.
A política educativande cada estabelecimento de ensino, como o Projecto Educativo, onRegulamento Interno e os projectos curriculares? Até que pontonesses valores traduzem o enraizamento numa dada comunidade? Quenprincípios universais balizam as razões da suanfundamentação? Que factores influenciam o climanrelacional e a qualidade ética das mediaçõesninstitucionais que a vida em comum torna imprescindíveis? Osnprofessores vivem, realmente, a esfera da administraçãone da gestão como oportunidade de exercício de umanautoridade profissional alicerçada no primado da pedagogia?nu003cbr>Na tentativa de encontrar resposta para estas, e outras questões,nprocurámos cruzar alguns contributos teóricos vindos,nsobretudo, do horizonte conceptual da chamada ética aplicada,ncom a interpretação critica de casos problemáticosnevidenciados no contexto de trabalho. Entre as conclusões maisnsublinhadas, destacamos a necessidade de promover dinâmicas denauto e hetero-avaliação a todos os níveis donfuncionamento institucional. Pensamos que importa questionar rotinasne modos de fazer, interrogar atitudes e valores, avaliandoncontinuadamente projectos e práticas. Valorizam-se desta formanos espaços de natureza colegial e pedagógica,nfrequentemente menosprezados pelos próprios docentes. Desde osnórgãos de administração e gestãonde topo, como a Assembleia de Escola, o Conselho Pedagógico ounConselho Executivo até aos Conselhos Escolares, Conselhos denTurma, Conselhos de Grupo/Departamentos Curriculares, Coordenaçõesnde Ano e outros, há que promover uma cultura de partilha, denreflexão, de exigência e de responsabilidade. Nonseguimento desta preocupação, as propostas concretasnsurgidas no decurso da dinâmica de estudo convergiram para ondesenho de medidas favorecedoras do clima de aprendizagem, dendiscussão e de partilha, entre todos os intervenientes dancomunidade educativa, acreditando que reside aqui uma das condiçõesnque nos permite fazer da escola um lugar de formação,nde cultura e de produção de conhecimento. Nestensentido, foi ainda sublinhado o contributo precioso que pode ser dadonpor estruturas como os Centros de Formação denAssociação de Escolas em articulação comnoutras dinâmicas locais de educação. Concluímosnque a existência de um rumo definido, de uma visãonpartilhada de futuro associada a um compromisso moral explícito,nconstitui um factor determinante para a construção denuma escola humanista, inclusiva e democrática.",1]
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Em que medida os comportamentos valorizados no quotidiano escolar são congruentes com os princípios expressos nos documentos que formalizam a política educativa de cada estabelecimento de ensino, como o Projecto Educativo, o Regulamento Interno e os projectos curriculares? Até que ponto esses valores traduzem o enraizamento numa dada comunidade? Que princípios universais balizam as razões da sua fundamentação? Que factores influenciam o clima relacional e a qualidade ética das mediações institucionais que a vida em comum torna imprescindíveis? Os professores vivem, realmente, a esfera da administração e da gestão como oportunidade de exercício de uma autoridade profissional alicerçada no primado da pedagogia?
Na tentativa de encontrar resposta para estas, e outras questões, procurámos cruzar alguns contributos teóricos vindos, sobretudo, do horizonte conceptual da chamada ética aplicada, com a interpretação critica de casos problemáticos evidenciados no contexto de trabalho. Entre as conclusões mais sublinhadas, destacamos a necessidade de promover dinâmicas de auto e hetero-avaliação a todos os níveis do funcionamento institucional. Pensamos que importa questionar rotinas e modos de fazer, interrogar atitudes e valores, avaliando continuadamente projectos e práticas. Valorizam-se desta forma os espaços de natureza colegial e pedagógica, frequentemente menosprezados pelos próprios docentes. Desde os órgãos de administração e gestão de topo, como a Assembleia de Escola, o Conselho Pedagógico ou Conselho Executivo até aos Conselhos Escolares, Conselhos de Turma, Conselhos de Grupo/Departamentos Curriculares, Coordenações de Ano e outros, há que promover uma cultura de partilha, de reflexão, de exigência e de responsabilidade. No seguimento desta preocupação, as propostas concretas surgidas no decurso da dinâmica de estudo convergiram para o desenho de medidas favorecedoras do clima de aprendizagem, de discussão e de partilha, entre todos os intervenientes da comunidade educativa, acreditando que reside aqui uma das condições que nos permite fazer da escola um lugar de formação, de cultura e de produção de conhecimento. Neste sentido, foi ainda sublinhado o contributo precioso que pode ser dado por estruturas como os Centros de Formação de Associação de Escolas em articulação com outras dinâmicas locais de educação. Concluímos que a existência de um rumo definido, de uma visão partilhada de futuro associada a um compromisso moral explícito, constitui um factor determinante para a construção de uma escola humanista, inclusiva e democrática
- Lutero.
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